O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD) voltou a defender o modelo de escolas cívico-militares adotado no Estado e afirmou que as decisões do governo na área da educação devem atender à população e às famílias, mesmo diante da resistência de sindicatos.
Durante entrevista ao programa Café com a Gazeta, nesta terça-feira (11), o governador declarou que a gestão estadual optou por priorizar a demanda dos pais e estudantes na implantação do programa. Ao comentar as críticas ao modelo, Ratinho Junior afirmou:
“Ou governa para sindicato ou governa para a população.”
Fila de espera por vagas
Segundo o governador, a procura pelas escolas cívico-militares continua crescendo no Paraná. Ele afirmou que atualmente existem cerca de 10 mil estudantes aguardando uma vaga nesse modelo de ensino.
Ratinho Junior argumentou que esse número demonstra a aceitação do programa por parte das famílias.
“A grande maioria dos pais quer esse modelo cívico-militar. Hoje temos uma fila de aproximadamente 10 mil alunos esperando uma oportunidade para ingressar nessas escolas”, declarou.
Modelo foi ampliado durante a gestão
As escolas cívico-militares fazem parte da política educacional implantada pelo Governo do Paraná e foram ampliadas ao longo dos últimos anos.
Nesse modelo, militares da reserva atuam na organização disciplinar e administrativa das unidades, enquanto o conteúdo pedagógico permanece sob responsabilidade dos professores da rede estadual. O programa é apontado pelo governo como uma iniciativa para fortalecer a disciplina, melhorar o ambiente escolar e ampliar a participação das famílias na vida escolar.
Debate continua
O modelo, no entanto, continua dividindo opiniões.
Enquanto o Governo do Estado defende a expansão das escolas cívico-militares com base na procura das famílias e nos resultados apresentados, entidades representativas dos profissionais da educação mantêm críticas ao programa e defendem outro formato para a gestão das escolas públicas.
As declarações do governador ocorrem em um momento de debates sobre políticas públicas para a educação e também em meio às articulações políticas para as eleições de 2026.
Fonte: Portal Nosso Dia.



