Mulher é resgatada após ficar um ano em cárcere privado dentro de casa na RMC

O suspeito foi denunciado nesta terça-feira (11) pelos crimes de cárcere privado e violência psicológica

Uma mulher foi resgatada após viver cerca de um ano em situação de cárcere privado dentro da própria residência, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). O caso veio à tona após a vítima conseguir enviar um pedido de socorro por e-mail a um serviço da Secretaria da Mulher do município, o que mobilizou as autoridades e resultou em seu resgate.

De acordo com o Ministério Público do Paraná (MPPR), o homem com quem ela mantinha um relacionamento foi denunciado pelos crimes de cárcere privado e violência psicológica. A denúncia foi apresentada pela 3ª Promotoria de Justiça de Colombo.

Pedido de socorro levou ao resgate

Segundo as investigações, a vítima vivia sob rígido controle do companheiro. Mesmo diante das restrições impostas, ela conseguiu enviar um e-mail na última semana relatando a situação de violência e pedindo ajuda.

Após receber a denúncia, os órgãos competentes realizaram o atendimento da ocorrência e efetuaram o resgate da mulher. O suspeito foi preso em flagrante no mesmo dia e, posteriormente, teve a prisão convertida em preventiva pela Justiça.

Casa era monitorada e vítima tinha liberdade restrita

As investigações apontam que o acusado mantinha um rígido controle sobre a rotina da vítima. Conforme o MPPR, ele monitorava o imóvel por meio de câmeras de segurança, restringia o contato dela com familiares e amigos e fiscalizava ligações telefônicas, mensagens e redes sociais.

Além disso, quando saía de casa, o investigado costumava trancar a porta pelo lado de fora, impedindo que a mulher deixasse o imóvel sem sua autorização. Grades e janelas permaneciam fechadas como forma de limitar ainda mais sua liberdade.

Violência física e psicológica

Além do cárcere privado, o Ministério Público afirma que a vítima sofreu agressões físicas durante o período em que permaneceu confinada.

Segundo a Promotoria, a sucessão de episódios de violência, controle e isolamento provocou graves danos emocionais e psicológicos à mulher.

O casal tem um filho ainda criança. Diante da gravidade do caso, o MPPR solicitou medidas protetivas de urgência para a mãe e a criança, além de requerer que, em caso de condenação, o acusado seja obrigado a pagar indenização pelos danos morais causados à vítima.

Investigação continua

O caso segue sob investigação das autoridades. O Ministério Público acompanhará o processo criminal, enquanto a vítima continuará recebendo atendimento da rede de proteção voltada às mulheres em situação de violência.

A denúncia reforça a importância dos canais de atendimento e da rede de apoio para vítimas de violência doméstica, que podem ser fundamentais para interromper ciclos de abuso e garantir a proteção das pessoas em situação de vulnerabilidade.

Fonte: Portal Nosso Dia

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