Uma mulher foi resgatada após viver cerca de um ano em situação de cárcere privado dentro da própria residência, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). O caso veio à tona após a vítima conseguir enviar um pedido de socorro por e-mail a um serviço da Secretaria da Mulher do município, o que mobilizou as autoridades e resultou em seu resgate.
De acordo com o Ministério Público do Paraná (MPPR), o homem com quem ela mantinha um relacionamento foi denunciado pelos crimes de cárcere privado e violência psicológica. A denúncia foi apresentada pela 3ª Promotoria de Justiça de Colombo.
Pedido de socorro levou ao resgate
Segundo as investigações, a vítima vivia sob rígido controle do companheiro. Mesmo diante das restrições impostas, ela conseguiu enviar um e-mail na última semana relatando a situação de violência e pedindo ajuda.
Após receber a denúncia, os órgãos competentes realizaram o atendimento da ocorrência e efetuaram o resgate da mulher. O suspeito foi preso em flagrante no mesmo dia e, posteriormente, teve a prisão convertida em preventiva pela Justiça.
Casa era monitorada e vítima tinha liberdade restrita
As investigações apontam que o acusado mantinha um rígido controle sobre a rotina da vítima. Conforme o MPPR, ele monitorava o imóvel por meio de câmeras de segurança, restringia o contato dela com familiares e amigos e fiscalizava ligações telefônicas, mensagens e redes sociais.
Além disso, quando saía de casa, o investigado costumava trancar a porta pelo lado de fora, impedindo que a mulher deixasse o imóvel sem sua autorização. Grades e janelas permaneciam fechadas como forma de limitar ainda mais sua liberdade.
Violência física e psicológica
Além do cárcere privado, o Ministério Público afirma que a vítima sofreu agressões físicas durante o período em que permaneceu confinada.
Segundo a Promotoria, a sucessão de episódios de violência, controle e isolamento provocou graves danos emocionais e psicológicos à mulher.
O casal tem um filho ainda criança. Diante da gravidade do caso, o MPPR solicitou medidas protetivas de urgência para a mãe e a criança, além de requerer que, em caso de condenação, o acusado seja obrigado a pagar indenização pelos danos morais causados à vítima.
Investigação continua
O caso segue sob investigação das autoridades. O Ministério Público acompanhará o processo criminal, enquanto a vítima continuará recebendo atendimento da rede de proteção voltada às mulheres em situação de violência.
A denúncia reforça a importância dos canais de atendimento e da rede de apoio para vítimas de violência doméstica, que podem ser fundamentais para interromper ciclos de abuso e garantir a proteção das pessoas em situação de vulnerabilidade.
Fonte: Portal Nosso Dia



