A decisão da Prefeitura de Paranaguá de extinguir a Fundação de Assistência à Saúde de Paranaguá (FASP) continua gerando repercussão no município. A medida foi oficializada por meio da Lei Complementar nº 346/2026, sancionada pelo prefeito Adriano Ramos, transferindo ao Município a responsabilidade direta pela gestão dos serviços anteriormente administrados pela fundação.
A proposta foi aprovada pela Câmara Municipal em uma sessão marcada por debates e manifestações. Vereadores solicitaram mais tempo para análise do projeto, argumentando que a matéria possuía impacto significativo na estrutura da saúde pública local e na situação dos trabalhadores vinculados à entidade.
Trabalhadores protestam após encerramento das atividades
Com a extinção da FASP, cerca de 189 trabalhadores foram desligados, fato que motivou manifestações e cobranças públicas direcionadas à administração municipal.
No último dia 7 de junho, durante um evento realizado no Aeroparque, um grupo de ex-funcionários promoveu um protesto cobrando esclarecimentos sobre a decisão. O episódio ganhou ampla repercussão nas redes sociais e intensificou o debate sobre os impactos da medida.
Após a manifestação, o prefeito Adriano Ramos afirmou em suas redes sociais que o ato teria motivações políticas. Já os manifestantes contestaram a declaração e defenderam que o movimento foi organizado pelos próprios trabalhadores afetados pela decisão.
Órgãos de controle acompanham o caso
O processo também passou a ser acompanhado por órgãos de fiscalização. Informações divulgadas publicamente apontam que questionamentos foram levantados sobre etapas da transição dos serviços de saúde e sobre os procedimentos administrativos adotados durante o processo.
A discussão gira em torno da legalidade, transparência e eficiência da nova estrutura que passará a ser adotada pelo município para administrar os serviços anteriormente vinculados à fundação.
Prefeitura defende economia e reorganização administrativa
A Prefeitura de Paranaguá sustenta que a extinção da FASP faz parte de uma reorganização administrativa que permitirá maior controle da gestão pública e redução de custos.
Segundo a administração municipal, a mudança poderá representar economia aos cofres públicos e maior integração dos serviços de saúde à estrutura da Prefeitura.
Por outro lado, críticos da medida argumentam que a principal preocupação deve ser a manutenção da qualidade dos atendimentos prestados à população e a garantia da continuidade dos serviços.
Como ficará a transição
A legislação estabelece que o Município assumirá todos os bens, direitos e obrigações da fundação. Um liquidante será responsável pelo encerramento formal da entidade, enquanto uma Comissão Especial de Transição acompanhará todo o processo.
Os servidores efetivos cedidos à FASP deverão ser redistribuídos dentro da estrutura da Secretaria Municipal de Saúde, preservando seus direitos funcionais.
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Debate político ganha força
A extinção da fundação ampliou o debate político em Paranaguá e passou a ser um dos temas mais discutidos nas redes sociais e nos meios de comunicação locais.
Enquanto apoiadores da administração defendem a medida como necessária para reorganizar a gestão da saúde, críticos apontam falta de diálogo, rapidez na tramitação do projeto e impactos sociais decorrentes das demissões.
O tema continua mobilizando trabalhadores, lideranças políticas e órgãos de fiscalização, e deve permanecer em evidência nos próximos meses à medida que a transição for implementada.
📍 Fonte: QAP Litoral Notícias



