A cena política de Paranaguá começou a semana em alta temperatura e os desdobramentos já movimentam os bastidores rumo às eleições de 2026.
O primeiro episódio ocorreu após um discurso contundente do vereador Marcelo Peke, conhecido como “Bocudo”, envolvendo a polêmica do projeto “Adote um Ponto”. O parlamentar, que foi o vereador mais votado da cidade e integra a base do prefeito Adriano Ramos, utilizou a tribuna para afirmar que o “ego” estaria atrapalhando a condução política da situação.
A fala repercutiu fortemente nos bastidores porque, pouco depois, o Poder Executivo encaminhou um projeto sobre o mesmo tema em regime de urgência, que acabou sendo aprovado pela Câmara Municipal. O episódio aumentou o desgaste interno e acentuou sinais de tensão dentro do grupo governista.
Nos bastidores, o movimento acabou tendo reflexos ainda maiores: Marcelo Peke retirou sua pré-candidatura a deputado estadual. Até então, ele era visto como um dos principais nomes da situação para enfrentar politicamente o ex-prefeito Marcelo Roque, que também trabalha uma possível candidatura à Assembleia Legislativa do Paraná.
Mas o cenário ganhou um novo capítulo.
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Adriano oficializa Fabiana Parro e muda o tabuleiro político
Em meio ao desgaste interno, o prefeito Adriano oficializou a pré-candidatura da vice-prefeita Fabiana Parro para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Paraná.
A decisão mexeu diretamente no xadrez político da cidade e passou a gerar preocupação em setores da classe política regional.
Isso porque Paranaguá recebeu, nos últimos anos, investimentos e recursos articulados por diferentes deputados estaduais que esperavam contrapartidas políticas nas eleições de 2026. Com uma candidatura própria da gestão municipal, muitos desses grupos podem enxergar o movimento como concorrência direta.
Fabiana é filiada ao Podemos, partido que atualmente busca ampliar sua força no Paraná. A legenda reúne nomes conhecidos, como o fenômeno das redes sociais e vereador de Curitiba Da Costa do Perdeu Piá, além de nomes ligados ao comando estadual da sigla.
Quantas vagas o Podemos fez e quais as chances?
Nas eleições de 2022, o Podemos elegeu dois deputados estaduais no Paraná. A leitura política é que, para conquistar uma nova vaga em 2026, a legenda precisará aumentar significativamente sua votação total ou ter nomes altamente competitivos.
Nesse cenário, Fabiana Parro aparece em uma disputa interna importante dentro da própria chapa. A estratégia da gestão municipal parece ter dois objetivos principais:
- Criar um nome forte da situação para rivalizar diretamente com Marcelo Roque;
- Fortalecer o grupo político do prefeito Adriano no cenário estadual.
Por outro lado, analistas políticos avaliam que o movimento também carrega riscos.
Caso a candidatura não alcance o resultado esperado, Paranaguá pode enfrentar desgaste com deputados que tradicionalmente destinam recursos ao município e que esperavam apoio político em 2026. Além disso, uma eventual fragmentação dos votos locais pode abrir ainda mais espaço para adversários políticos.
Disputa promete esquentar ainda mais
Com Marcelo Roque se movimentando nos bastidores, Marcelo Peke fora da corrida estadual e Fabiana Parro entrando oficialmente no jogo, Paranaguá começa a desenhar uma das disputas políticas mais observadas do litoral paranaense para 2026.
Nos corredores políticos, a avaliação é de que os próximos meses serão decisivos para entender se o grupo do prefeito Adriano conseguirá consolidar unidade interna ou se o cenário de tensão continuará crescendo.



