Tremor de terra de magnitude 2,4 é registrado no litoral do Paraná

Abalo foi sentido por moradores de Paranaguá, Pontal do Paraná e Ilha do Mel, mas não causou danos

Um tremor de terra de magnitude 2,4 na escala Richter foi registrado no último domingo (12) na região de Paranaguá, no litoral do estado. O fenômeno foi confirmado pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo e chamou a atenção de moradores de cidades próximas, que relataram ter sentido leves vibrações.

De acordo com os dados iniciais, o sismo foi classificado como raso, podendo ter ocorrido a uma profundidade entre 0 e 10 quilômetros. Apesar dessa estimativa, os especialistas ressaltam que ainda não há informações suficientes para determinar com exatidão a profundidade do abalo.

Moradores de Pontal do Paraná e da Ilha do Mel afirmaram ter percebido o tremor, o que gerou repercussão principalmente nas redes sociais. O episódio chamou ainda mais atenção por se tratar de uma região onde não há registros frequentes de atividade sísmica perceptível.

Segundo o Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo, tremores com magnitude entre 2 e 3 são considerados comuns no Brasil, podendo ocorrer semanalmente em diferentes regiões do país. No entanto, esse tipo de evento raramente é sentido pela população, o que torna o registro no litoral paranaense um caso atípico em termos de percepção.

Especialistas explicam que os tremores são provocados por movimentos naturais da crosta terrestre. Esses abalos acontecem quando há liberação de energia acumulada ao longo de falhas geológicas, resultado de pressões internas da Terra. Mesmo assim, quando de baixa magnitude, como o registrado, o potencial de danos é praticamente inexistente.

Até o momento, não houve registro de prejuízos materiais ou feridos, e o Corpo de Bombeiros não precisou ser acionado. Pela classificação da escala Richter, o tremor é considerado leve, sem risco significativo para estruturas ou para a população.

O episódio, embora sem gravidade, reacende a curiosidade sobre fenômenos naturais na região e reforça a importância do monitoramento contínuo por órgãos especializados.

📍 Fonte: Centro de Sismologia da USP

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