Terremotos na Venezuela deixam ao menos 188 mortos; buscas por sobreviventes continuam

Novo balanço confirma aumento no número de vítimas; mais de 1.500 pessoas ficaram feridas após os fortes tremores

Subiu para 188 o número de mortos em decorrência dos dois fortes terremotos que atingiram a Venezuela na noite de quarta-feira (24). O novo balanço foi divulgado pelas autoridades venezuelanas nesta quinta-feira (25), enquanto as equipes de resgate continuam as buscas por sobreviventes em áreas devastadas pelos tremores.

Além das mortes confirmadas, o governo informou que mais de 1.500 pessoas ficaram feridas e 157 continuam desaparecidas. O número de vítimas ainda pode aumentar à medida que os trabalhos de busca avançam nos edifícios que desabaram.

Os dois terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorreram com apenas 39 segundos de diferença, tornando este o evento sísmico mais intenso registrado no país em mais de um século. Os abalos tiveram epicentro na região norte da Venezuela e foram sentidos em diversas cidades, incluindo Caracas, provocando pânico, desabamentos e graves danos à infraestrutura.

Estado de emergência

Diante da dimensão da tragédia, o governo venezuelano decretou estado de emergência e classificou a região de La Guaira como zona de desastre. O Aeroporto Internacional Simón Bolívar sofreu danos estruturais e teve parte de suas operações interrompidas. Também foram registrados cortes de energia elétrica, falhas nas comunicações e interrupções em serviços públicos.

Segundo as autoridades, 250 edificações foram destruídas ou sofreram danos severos, enquanto 2.227 famílias foram diretamente afetadas pelos terremotos. Equipes de bombeiros, militares, Defesa Civil e voluntários permanecem atuando em diversos pontos na tentativa de localizar sobreviventes.

Ajuda internacional

A tragédia mobilizou a comunidade internacional. Países como Brasil, Estados Unidos, Canadá, México, Espanha, Alemanha e outros anunciaram apoio humanitário, envio de equipes de resgate e assistência médica para auxiliar a população venezuelana. Organizações internacionais também iniciaram campanhas para arrecadação de recursos destinados às vítimas.

Especialistas do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) alertam que ainda há risco de novas réplicas e afirmam que este foi o terremoto mais forte registrado na Venezuela desde o início do século XX.

📍 Fonte: UOL

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