O governador do Paraná tem trabalho consolidado, aprovação popular e uma trajetória que merece respeito — mas o jogo sujo da política nacional pode não merecer alguém como ele.
Se fôssemos Ratinho Junior, abriríamos mão da corrida presidencial. Não por falta de capacidade, mas justamente por mérito demais. O governador do Paraná construiu uma gestão sólida, com resultados visíveis em infraestrutura, turismo, educação e segurança, conquistando respeito até mesmo de adversários. Mas a política nacional segue em um terreno movediço, onde o jogo é mais de intriga do que de entrega.
Nos bastidores, Ratinho tem sido tratado como “candidato reserva” de Bolsonaro, o que soa como um desrespeito à sua história política e administrativa. Um líder que sempre trilhou seu próprio caminho, apostando na eficiência e na modernização do estado, não deveria ser colocado como opção secundária em um tabuleiro movido por vaidades e conveniências.
Ratinho não precisa de apadrinhamento. Seu trabalho fala por si. E talvez o próprio Brasil ainda não esteja preparado para um gestor com o perfil técnico, pragmático e avesso ao radicalismo que ele representa.
Quem sabe o futuro o leve ao Senado Federal, onde sua voz poderia ecoar com mais autonomia e alcance nacional. Mas, neste momento, o melhor papel de Ratinho talvez seja continuar transformando o Paraná e, com isso, formando o sucessor ideal para manter o estado como referência de gestão pública no país.
Em tempos em que o espetáculo político se sobrepõe ao resultado, talvez seja mesmo mais sábio — e até mais grandioso — abrir mão da corrida presidencial para continuar fazendo o que poucos conseguem: governar bem.
📍Fonte e Redação: Montanha Talks



