Na sessão da Câmara Municipal de ontem, um episódio chamou a atenção: a primeira votação do Projeto de Lei nº 94/2025, que institui a Política Municipal de Economia Solidária. O texto foi amplamente aprovado, mas recebeu um voto contrário — da vereadora Hirman da Saúde, a única a se posicionar contra.
Embora cada parlamentar tenha autonomia para votar como quiser, a ausência de manifestação da vereadora durante a discussão levantou questionamentos. Normalmente, quando há oposição a um projeto, espera-se que o vereador peça a palavra para expor argumentos e tentar conquistar apoio de seus pares. Neste caso, não houve nenhuma fala contrária antes da votação.
A dúvida que surgiu entre os presentes foi se a parlamentar teria apertado o botão do voto de forma equivocada ou se, de fato, rejeitou a proposta. Intrigado, este portal entrou em contato com a vereadora, a mesma disse que ira se manifestar após a segunda votação.
Fontes ouvidas pela reportagem afirmaram que a vereadora teria classificado o projeto como “de natureza comunista”. No entanto, ao analisar o texto da proposição, não foi encontrada qualquer referência ideológica. O artigo 2º deixa claro que a economia solidária defendida pela lei abrange atividades de produção, comercialização, consumo e crédito com base em princípios como autogestão, cooperação, solidariedade, gestão democrática, preservação ambiental e valorização do ser humano.
Diante disso, surge o questionamento: será que a vereadora realmente leu o projeto antes de votar? Em sessões anteriores, a própria já declarou ser “uma pessoa muito ocupada” e, por isso, não teria tempo para esse tipo de leitura, afirmando que os documentos estão à disposição de quem quiser analisá-los.
Histórico de polêmicas
Este não é o primeiro episódio controverso envolvendo a vereadora. Ela já foi denunciada pelo Conselho Regional de Medicina (CRM) após relatos de destrato a médicos e enfermeiros durante fiscalizações. Também defendeu publicamente o projeto que instituía vale-alimentação para vereadores, alegando depois em suas redes sociais que não seria beneficiada — o que foi desmentido, já que poderia sim acumular o benefício municipal com o estadual.
Mais recentemente, a parlamentar anunciou uma suposta emenda do secretário de Estado Sandro Alex, atual titular da pasta de Infraestrutura, informação que também foi contestada e desmentida.
Esses episódios reforçam a percepção de que a vereadora tem acumulado atitudes atabalhoadas, sem a devida responsabilidade exigida de quem ocupa uma cadeira no Legislativo Municipal.
E você, leitor: acredita que a vereadora votou contra por convicção, por engano ou por falta de preparo?



