Pinguins-de-Magalhães reabilitados retornam ao mar em celebração aos 10 anos do PMP‑BS

Evento em Pontal do Sul marcou esperança e conscientização ambiental com a soltura de grupo recuperado pelo LEC-UFPR, sob aplausos de todos os presentes

Na manhã desta segunda-feira (25 de agosto de 2025), o balneário de Pontal do Sul, em Pontal do Paraná, foi palco de um momento emocionante: a soltura de vários pinguins-de-Magalhães (Spheniscus magellanicus) que haviam encalhado no litoral e passaram por processo de reabilitação. A ação simbólica também celebrou os 10 anos de atuação do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP‑BS) na costa paranaense.

Resgate, recuperação e retorno à natureza

Ao longo de 2025, foram registrados 373 pinguins encalhados no Paraná — dos quais 326 já chegaram mortos, e 47 foram encontrados vivos e resgatados pela equipe do LEC-UFPR/PMP‑BS . Após cuidados intensivos no Centro de Reabilitação CReD/UFPR, os animais recuperaram saúde e força para retornar ao seu habitat natural.

Um trabalho coletivo com impacto simbólico

A soltura foi acompanhada por pesquisadores, voluntários, técnicos, moradores, turistas e autoridades locais, reforçando o elo entre a ciência e a comunidade. Camila Domit, coordenadora do LEC e do programa, resumiu o sentimento do dia:

“Cada soltura é o resultado de um trabalho coletivo e multidisciplinar que envolve ciência, dedicação e compromisso. Ver esses animais voltando ao mar com saúde é a melhor forma de marcar uma década de dedicação à biodiversidade.”

Desafios e alertas para o futuro

Apesar da vitória, os dados são alarmantes. A presença recorrente de pinguins debilitados na costa — muitos deles prejudicados pela exposição a redes de pesca e plástico no sistema digestivo — evidencia os impactos da atividade humana e a fragilidade dos ecossistemas marinhos .

Sobre o PMP‑BS e o LEC-UFPR

O PMP‑BS, executado no Paraná pelo Laboratório de Ecologia e Conservação (LEC/UFPR), monitora o trecho costeiro entre Guaratuba e Guaraqueçaba, atendendo às condicionantes ambientais exigidas pelo Ibama para as atividades da Petrobras na Bacia de Santos. Desde 2015, o projeto já registrou quase 30 mil animais marinhos encalhados, oferecendo resultados que embasam políticas públicas, conscientização ambiental e formação acadêmica.

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