Motoristas do transporte escolar em Matinhos denunciam falta de pagamento após rescisão de contrato

Trabalhadores aguardavam salário na sexta-feira (06), mas pagamento não foi realizado; empresa teria atribuído culpa à prefeitura

Motoristas e monitores que atuavam no transporte escolar de Matinhos pela empresa que teve o contrato rescindido tiveram uma péssima surpresa na última sexta-feira (06 de março). O dia que deveria ser de pagamento terminou com frustração: os salários simplesmente não foram depositados.

De acordo com relatos recebidos pela reportagem, diversos trabalhadores aguardavam o pagamento referente ao período trabalhado. No entanto, o dinheiro não caiu na conta, deixando profissionais e suas famílias em situação delicada no início do mês.

A situação gerou indignação entre os trabalhadores, que dependiam do salário para cumprir compromissos básicos, como contas domésticas, alimentação e despesas familiares.

Empresa teria atribuído culpa à Prefeitura de Matinhos

O que revoltou ainda mais os profissionais foi a justificativa que teria sido apresentada pela empresa. Segundo os relatos, a empresa teria informado que a responsabilidade pelo não pagamento seria da Prefeitura de Matinhos.

O argumento, no entanto, levanta questionamentos importantes.

Em contratos de prestação de serviço, a relação trabalhista existe entre o funcionário e a empresa empregadora, não com o poder público. Isso significa que o pagamento de salários, encargos e demais direitos trabalhistas é uma responsabilidade direta da empresa que contratou os trabalhadores.

Ou seja, transferir a culpa para a prefeitura não altera a obrigação legal da empresa de honrar os pagamentos de seus funcionários.

Trabalhadores acabam no meio da crise

Com a rescisão do contrato do transporte escolar e a entrada de uma nova empresa para assumir o serviço na cidade, quem acabou ficando no meio do problema foram justamente os trabalhadores.

Além de perderem seus postos de trabalho com o encerramento do contrato, agora enfrentam a incerteza sobre quando — e se — receberão os valores que aguardavam.

A situação expõe um problema recorrente em contratos de prestação de serviços públicos: quando há ruptura contratual, muitas vezes quem mais sofre são os trabalhadores que estavam na ponta da operação.

Enquanto o transporte escolar já voltou a funcionar normalmente com uma nova empresa, motoristas e monitores que atuavam anteriormente seguem aguardando respostas e, principalmente, o pagamento que lhes é devido.

📍 Fonte: Montanha Talks

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