Uma tragédia registrada no dia 25 de dezembro, data em que o país celebrava o Natal, abalou profundamente a cidade de Paranaguá, no Litoral do Paraná. A pequena Ana Beatriz Vidal dos Santos, de apenas 3 anos, morreu após se afogar em uma cava localizada no bairro Embocuí. O caso gerou grande comoção popular e revolta, especialmente após a liberação da mãe da criança pela Justiça, ocorrida após audiência de custódia.
De acordo com informações da Polícia Civil e relatos de testemunhas, a menina foi encontrada submersa por populares, que a retiraram da água e a levaram por meios próprios até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Estradinha. A criança deu entrada na unidade por volta das 12h30, já em estado gravíssimo, com roupas molhadas e coberta de areia.
Equipes médicas tentaram reanimar Ana Beatriz por cerca de 40 minutos, mas, infelizmente, a criança não resistiu.
Momentos depois, a mãe da menina chegou à UPA em outro veículo, acompanhada do companheiro. Conforme relatos registrados pelas autoridades, ela apresentava sinais de embriaguez. A Polícia Militar foi acionada e, após a apuração inicial, a mulher foi presa em flagrante pelo crime de abandono de incapaz qualificado pelo resultado morte.
As investigações apontam que a criança estaria sem supervisão no momento do afogamento, fator determinante para a prisão em flagrante da mãe.
No sábado seguinte ao ocorrido, durante a audiência de custódia, a Justiça decidiu conceder liberdade provisória à mulher, que agora responderá ao processo em liberdade. A decisão causou indignação entre moradores e repercutiu intensamente nas redes sociais, onde muitos questionaram a responsabilidade da mãe e a atuação do Judiciário diante da gravidade do caso.
A Polícia Civil segue investigando o ocorrido para esclarecer todas as circunstâncias da morte e apurar se houve negligência ou omissão por parte de outros responsáveis.
O caso aconteceu durante a operação Verão Maior Paraná, período em que há reforço na segurança e nos atendimentos no litoral. A morte de Ana Beatriz deixa uma marca profunda na população de Paranaguá, que clama por justiça e por mais atenção à segurança de crianças em áreas de risco.
A cava onde ocorreu o afogamento é conhecida na região, mas não possui estrutura de proteção nem sinalização adequada, o que também levanta um alerta sobre a responsabilidade do poder público na prevenção de tragédias semelhantes.
📍 Fonte: QAP Litoral Notícias



