Um tripé havia sido montado em alusão ao Setembro Amarelo, iniciativa da vereadora Hirman, contendo bilhetes com mensagens de apoio emocional e versículos bíblicos para que as pessoas levassem uma palavra de conforto. No entanto, segundo relatos, um homem identificado como Douglas, psicólogo vinculado a um dos CAPS do município, retirou todos os papéis do suporte, afirmando que o Estado brasileiro é laico.
O ato gerou reação imediata. A vereadora foi informada por servidores da Casa e foi até o local tirar satisfação, o que acabou provocando uma pequena confusão. A situação precisou da intervenção dos vereadores Dan e Nelinho, que saíram em defesa da colega e reforçaram que atitudes de intolerância não podem ser aceitas dentro de uma Casa de Leis.
Segundo a vereadora, a proposta não tinha caráter de imposição religiosa, mas de incentivo ao cuidado com a saúde mental, já que o mês de setembro é voltado à prevenção do suicídio.
Fontes informaram que o secretário Jota já tomou ciência do caso e deve chamar o servidor envolvido para prestar esclarecimentos.
O episódio reforça a necessidade de um debate mais amplo sobre a convivência entre fé, liberdade de expressão e saúde mental, principalmente em ambientes públicos que deveriam prezar pelo respeito e pela pluralidade.



