Um incêndio de grandes proporções atingiu o Instituto Estadual de Educação Dr. Caetano Munhoz da Rocha, em Paranaguá, no litoral do Paraná, na tarde deste sábado (4), provocando grande destruição e mobilizando diversas equipes de emergência.
O combate às chamas começou por volta do meio-dia e durou várias horas até que o fogo fosse controlado. Mesmo após o controle inicial, equipes seguiram trabalhando durante a madrugada e o domingo no chamado rescaldo, etapa em que focos isolados ainda podem surgir entre os escombros.
A operação envolveu dezenas de profissionais, incluindo bombeiros militares, brigadistas, caminhões-pipa e apoio de estruturas públicas e privadas da região.
Estrutura comprometida e risco elevado
O incêndio causou o colapso de parte da estrutura interna do prédio. Por se tratar de uma construção antiga, com grande presença de madeira, como telhado, pisos e escadas, o fogo se espalhou rapidamente.
Entre os escombros ficaram carteiras, materiais escolares e estruturas metálicas, dificultando o acesso das equipes aos pontos mais críticos.
As primeiras informações indicam que o fogo pode ter começado em uma área semelhante a um subsolo, onde funcionava a biblioteca — local com grande quantidade de material inflamável.
Prédio histórico e impacto na educação
Fundado em 1927 e tombado como patrimônio histórico, o instituto atende cerca de 1.600 alunos, principalmente do ensino médio.
Apesar da gravidade da ocorrência, não houve vítimas, apenas danos materiais de grande proporção.
O Governo do Paraná anunciou a criação de uma força-tarefa para avaliar os danos e definir os próximos passos para recuperação da estrutura.
Aulas suspensas e plano emergencial
A Secretaria de Estado da Educação informou que o prédio foi interditado e que trabalha em um plano emergencial para garantir a continuidade das aulas.
A principal medida será a realocação temporária dos estudantes em outras unidades, evitando prejuízos ao calendário escolar.
Investigação das causas
As causas do incêndio ainda são desconhecidas e serão investigadas pela Polícia Civil e pela Polícia Científica, após a finalização do rescaldo.
Tecnologias como drones térmicos foram utilizadas para identificar focos de calor e auxiliar no controle total da situação.
📍 Fonte: CBN Curitiba E Gazeta do Povo



