Vereadora Hirman da Saúde deixa a prisão após decisão da Justiça em Matinhos

Parlamentar havia sido presa preventivamente durante operação da Polícia Civil realizada na última quarta-feira

A vereadora Hirman da Saúde foi colocada em liberdade no final da tarde desta sexta-feira (15), após decisão judicial relacionada à operação da Polícia Civil do Paraná (PCPR) realizada na manhã de quarta-feira em Matinhos.

A parlamentar havia sido presa preventivamente durante uma ação da Polícia Civil que também cumpriu mandado de busca e apreensão no âmbito de uma investigação envolvendo supostos crimes de perseguição, ameaças, dano e disparo de arma de fogo. O caso segue sob investigação e tramita em segredo de justiça.

Na ocasião da prisão, a PCPR informou que a investigação teve início após denúncias feitas por uma vítima que relatou perseguições reiteradas e ameaças graves. Segundo a polícia, um disparo de arma de fogo teria atingido a residência da vítima durante o período investigado.

Desde a confirmação da soltura, surgiram informações nos bastidores políticos e jurídicos de Matinhos de que a vereadora teria deixado a prisão mediante cumprimento de medidas cautelares determinadas pela Justiça. Entre elas, estaria uma possível restrição de circulação noturna e também uma eventual proibição de frequentar determinados órgãos públicos, incluindo a Câmara Municipal e a Prefeitura de Matinhos.

Como o processo corre em segredo de justiça, o Montanha Talks não conseguiu acesso oficial à íntegra da decisão judicial até o momento da publicação desta matéria. Por esse motivo, as informações sobre eventuais restrições ainda dependem de confirmação oficial pelas autoridades competentes ou pela defesa da parlamentar.

Situação política pode se complicar caso restrição seja confirmada

Nos bastidores da política local, a principal discussão agora gira em torno da situação do mandato da vereadora. Isso porque, caso realmente exista determinação judicial impedindo a parlamentar de comparecer às sessões legislativas, a situação pode abrir um debate jurídico e político dentro da Câmara Municipal de Matinhos.

O Regimento Interno da Câmara e a Lei Orgânica do Município preveem hipóteses de perda de mandato por faltas consecutivas não justificadas às sessões ordinárias. Em geral, vereadores podem perder o cargo quando deixam de comparecer a determinado número de sessões sem justificativa aceita pelo Legislativo.

Entretanto, especialistas ouvidos pelo Montanha Talks apontam que uma eventual medida cautelar judicial poderia gerar discussão sobre a natureza dessas ausências, já que o impedimento não partiria de vontade própria da vereadora, mas sim de uma determinação judicial.

Nos próximos dias, a Câmara Municipal deverá avaliar oficialmente a situação jurídica e administrativa envolvendo a parlamentar, especialmente diante da repercussão do caso e da possibilidade de afastamentos prolongados das atividades legislativas.

A defesa da vereadora ainda não se pronunciou oficialmente sobre as condições impostas pela Justiça nem sobre os próximos passos relacionados ao mandato parlamentar.

📍 Fonte: Polícia Civil do Paraná

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