O Halloween, celebrado nesta sexta-feira, 31 de outubro, é conhecido por suas fantasias assustadoras, abóboras iluminadas e o tradicional “doces ou travessuras”. Mas por trás das cores laranja e preta, há uma história milenar que mistura religião, cultura e mistério.
As origens: o festival celta de Samhain
A data tem suas raízes há mais de 2.500 anos, no antigo festival celta chamado Samhain (pronuncia-se “sauín”). Para os celtas, o dia 31 de outubro marcava o fim do verão e o início do inverno — período em que acreditavam que o mundo dos vivos e dos mortos se misturava.
Durante a celebração, eram acesas grandes fogueiras e oferecidas comidas para afastar os maus espíritos e proteger as aldeias.
A tradição chega aos Estados Unidos
A festa ganhou força nos Estados Unidos no século XIX, trazida por imigrantes irlandeses. Lá, o Halloween ganhou novos símbolos, como a abóbora iluminada (inspirada na lenda de Jack O’Lantern) e as crianças fantasiadas pedindo doces de porta em porta.
Com o passar dos anos, a celebração se popularizou e virou um verdadeiro fenômeno cultural, movimentando bilhões de dólares em fantasias, festas e decoração.
Halloween no Brasil: entre a curiosidade e a diversão
No Brasil, o Halloween começou a ganhar força nos anos 1990, impulsionado por escolas de inglês e pela influência do cinema norte-americano. Hoje, a data é celebrada em festas, eventos culturais e até nas redes sociais, onde as pessoas capricham nas maquiagens e fantasias assustadoras.
Apesar de alguns defenderem o Dia do Saci (também celebrado em 31 de outubro) como alternativa nacional, o Halloween já faz parte do calendário de diversão de muitos brasileiros.
Curiosidade:
A palavra “trick or treat” (travessuras ou gostosuras) surgiu no Canadá, em 1927.
O Halloween é a segunda data que mais movimenta o comércio nos EUA, atrás apenas do Natal.
As cores laranja e preto simbolizam, respectivamente, a colheita do outono e a escuridão da noite.
📍 Fonte: History Channel / National Geographic / BBC



