Um cenário preocupante se desenha no Litoral do Paraná nesta segunda-feira (23). A paralisação de condutores e técnicos de enfermagem contratados como RPAs (Recibo de Pagamento Autônomo) pode comprometer diretamente o atendimento de urgência e emergência na região.
De acordo com informações apuradas, a greve iniciou por volta das 19h e atinge equipes que atuam no SAMU e outros serviços essenciais, reduzindo drasticamente o efetivo disponível. Os poucos profissionais concursados não são suficientes para manter a operação completa.
A crise tem origem em um problema financeiro que se arrasta desde outubro de 2025. Na ocasião, a empresa responsável pelo serviço deixou de receber repasses da Cislipa. Mesmo diante da situação, o gestor manteve os pagamentos por conta própria durante três meses, garantindo os salários até janeiro de 2026. Com o esgotamento dos recursos, a situação se tornou insustentável.
Outro fator que agravou o cenário foi a irregularidade nos repasses por parte dos municípios do litoral. Em 2025, apenas Paranaguá, Pontal do Paraná, Guaratuba e Morretes realizaram os pagamentos. Já em 2026, somente Paranaguá e Morretes mantiveram os repasses em dia.
A paralisação atinge praticamente toda a região, com exceção de Guaratuba. Segundo relatos de profissionais, a maioria das equipes que atuam nos atendimentos são formadas por RPAs, o que torna o impacto ainda mais significativo.
A situação expõe uma fragilidade estrutural no sistema de saúde do litoral, que depende de contratos temporários e de repasses municipais que nem sempre são cumpridos. Com a redução no atendimento, há risco direto à população, principalmente em casos de urgência.
O impasse agora depende de uma solução rápida entre os municípios, a empresa responsável e a Cislipa. Enquanto isso, permanece o alerta: em situações críticas, o atendimento pode não ocorrer dentro do tempo necessário.
📍 Fonte: QAP Litoral Notícias



