Caminhoneiros de diversas regiões do Brasil confirmaram uma paralisação nacional para esta quinta-feira (4/12). O movimento conta com o apoio declarado do desembargador aposentado Sebastião Coelho, que prometeu respaldo jurídico e protocolou ação para garantir que a greve ocorra dentro da legalidade.
Segundo os organizadores, a pauta não tem motivação política. Entre os pedidos estão estabilidade contratual para caminhoneiros autônomos, cumprimento efetivo da legislação de transporte de cargas, reforma do marco regulatório do transporte e aposentadoria especial para quem comprovar 25 anos de contribuição formal.
Para o caminhoneiro e influenciador digital Daniel Souza — que acumula quase 100 mil seguidores no TikTok — a paralisação é reflexo de anos de abandono da categoria. Ele declara que os profissionais enfrentam “baixa remuneração, leis impossíveis de cumprir por falta de estrutura e insegurança nas estradas”.
Apesar do apoio de várias entidades regionais, o movimento não é unânime. A Associação Catarinense dos Transportadores Rodoviários de Cargas (ACTRC) afirma que há muitos caminhoneiros descontentes; já a Cooperativa dos Caminhoneiros Autônomos do Porto de Santos (CCAPS) questiona a legitimidade da paralisação, alegando que não foi convocada por assembleia ou votação.
O movimento atual cita como referência a greve de 2018 — quando o país viveu uma crise de abastecimento após o desabastecimento de combustíveis e alimentos. No entanto, os organizadores desta vez reforçam que o objetivo é estrutural e não político.
📍 Fonte: CompreRural



