O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu zerar a “fila vergonhosa” do INSS, mas o número de pedidos aumentou 114% desde o início de seu mandato, saltando de 1,23 milhão para 2,63 milhões até agosto de 2025.
“É possível fazer”, disse confiante, ainda candidato. No discurso de posse, em 1.º de janeiro de 2023, reafirmou que acabaria com a “vergonhosa fila do INSS”, afirmando que tinha conseguido, no passado, reduzir o processo de concessão de benefícios de um ano para cinco dias.
Quase três anos depois, a constatação é que o governo fracassou na meta. Os números dão a dimensão do problema: um aumento de 114% desde o início do mandato.
A suspensão do Programa de Gestão de Benefícios (PGB), que pagava bônus a servidores, agravou a situação.
Especialistas apontam as perícias médicas presenciais como principal gargalo. O sistema Atestmed, criado para agilizar concessões, perdeu força após restrições recentes.
Além da espera, os atrasos geram custos e judicialização, já que o governo precisa pagar retroativos com juros.
📍 Fonte: Gazeta do Povo



