O Montanha Talks esteve presente na residência de Cris, tia da pequena Zoe, onde a equipe teve a oportunidade de ouvir com exclusividade o relato da família — incluindo a mãe, Vitória, que estava presente — e que nos pediu para divulgar algumas informações sobre o caso que comoveu todo o litoral do Paraná.
Segundo os familiares, a menina começou a apresentar febre ao longo da tarde. Por volta das 19h, a temperatura subiu de forma mais acentuada, e os familiares decidiram levá-la até a UPA da Praia Grande, em Matinhos. Eles relatam que o tempo de espera pelo atendimento inicial foi considerado adequado, mas afirmam que os problemas começaram a partir do momento em que a médica responsável não teria se levantado para examinar a criança.
Após aferirem a febre — que estava em 40°C —, Zoe foi encaminhada para a área de medicação, onde recebeu uma receita médica com alguns remédios e a orientação de manter a hidratação. Enquanto aguardava a medicação, a mãe saiu para comprar água de coco. Depois de medicada, mãe, tia e criança retornaram para casa. A febre diminuiu um pouco, e a menina chegou a dormir, aparentando melhora. Exaustas, mãe e filha foram descansar, já que haviam chegado de Curitiba pela manhã.
Madrugada de desespero
Por volta das 4h da manhã, a tia acordou ao perceber que Zoe tentava chamar sua filha. A menina apresentava um semblante completamente diferente, e foi nesse momento que a família notou manchas escuras embaixo dos braços e pelo corpo.
Imediatamente, decidiram levá-la novamente à UPA. Ao entrarem em contato com o SAMU, foram informados de que não havia ambulâncias disponíveis no momento e orientados a buscar outro meio de transporte.
A família, então, chamou um carro de aplicativo e se dirigiu por conta própria até a unidade de pronto atendimento.
Ao chegarem à UPA, a equipe médica encaminhou Zoe diretamente para a emergência. Uma foto enviada pela família, registrada às 06h57, mostra a criança sendo atendida naquele momento.
Diante da rápida piora no quadro clínico, a equipe decidiu realizar a transferência para o Hospital Regional do Litoral, em Paranaguá. Segundo a família, Zoe já apresentava sinais de semi-consciência durante o trajeto. Um vídeo mostrado à equipe do Talks, que não será divulgado por respeito à família, mostra o desespero vivido naquele momento.
A luta chega ao fim
Zoe chegou ao Hospital Regional, mas, infelizmente, não resistiu. O óbito foi registrado às 11h26 do dia 5 de outubro, último domingo.
O que mais intriga a família — que promete buscar justiça “de todas as formas possíveis” — é que, segundo prints enviados ao Montanha Talks, a médica responsável pelo primeiro atendimento seria recém-formada e não teria especialização em pediatria.
Outro registro compartilhado mostra as redes sociais da profissional, onde ela divulga serviços voltados a procedimentos estéticos femininos.
O que diz o Montanha Talks
Com o relato da família e as informações apuradas até o momento, o Montanha Talks continuará acompanhando o caso. Nosso compromisso é com a verdade e a responsabilidade na informação.
Caso fique comprovada alguma omissão ou negligência, que os responsáveis sejam julgados e punidos dentro da lei.
No entanto, reforçamos a importância de aguardar o resultado das investigações oficiais, conduzidas pelas autoridades competentes, para que se possa compreender por completo as circunstâncias dessa tragédia que comoveu todo o litoral do Paraná.
📍 Redação: Montanha Talks



