Principais denúncias apresentadas por Tagliaferro:
Fraude processual: segundo o ex-assessor, documentos oficiais com datas retroativas teriam sido criados depois da operação da Polícia Federal contra empresários bolsonaristas — mas apresentados com datas anteriores para justificar busca e apreensão. Um relatório teria sido produzido entre os dias 26 e 28 de agosto de 2022, com data retroativa de 22 de agosto, antes da operação. Uma manobra classificada por ele como “gravíssima fraude processual” .
Imparcialidade política e perseguição: Tagliaferro declarou que as ações e relatórios de Alexandre de Moraes tinham direcionamento contra apoiadores da direita. Ele afirmou que não houve relatos que envolvessem figuras da esquerda, evidenciando viés político .
Liberdade de expressão sob ataque: o ex-assessor denunciou que Moraes teria criado um ambiente de medo, impedindo pessoas de manifestarem-se livremente. Ele disse:
> “Ele me persegue, ele tenta me calar…”
E ainda:
“Isso foi um atentado à liberdade de expressão como também à democracia do país.”
Vaza Toga legítimo: Tagliaferro defendeu a autenticidade das conversas divulgadas no chamado “Vaza Toga” e acusou Moraes de práticas inadequadas para incriminar pessoas com base nesses diálogos .
Repercussão na Comissão:
Os senadores presentes resolveram elaborar e enviar um relatório completo com as denúncias e documentos apresentados à Corte — em especial ao ministro Luís Roberto Barroso (presidente do STF) — para que avalie a possibilidade de suspender o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro por suposta tentativa de golpe de Estado. O relatório também será encaminhado ao TSE, à PGR, ao CNJ, ao governo dos EUA, à defesa dos réus do 8 de janeiro e ao Ministério da Justiça .
A audiência ganhou destaque político justamente no início do julgamento no STF sobre a tentativa de golpe — gesto visto como estratégico por parlamentares bolsonaristas .
Outras revelações:
A ONG americana Civilization Works teria colaborado na convocação de Tagliaferro ao Senado. O blogueiro foragido Allan dos Santos, agora nos Estados Unidos, teria articulado o depoimento com apoio logístico e até político .
Tagliaferro também afirmou ter compartilhado os documentos com autoridades estrangeiras — nos EUA, Itália e União Europeia — buscando sanções contra Alexandre de Moraes .



