Muito tem se discutido sobre a estratégia que o governador Ratinho Júnior deverá adotar em relação à sucessão de 2026. Há quem defenda que ele precisa escolher um nome único desde já para enfrentar Sergio Moro, que lidera todas as pesquisas de intenção de voto. No entanto, olhando atentamente para os levantamentos recentes, a melhor alternativa é justamente a contrária: liberar a disputa no primeiro turno e promover a união somente no segundo.
O que dizem as pesquisas
Os números mais recentes mostram que, quando candidatos governistas como Alexandre Curi, Rafael Greca, Guto Silva e Paulo Martins entram no cenário, Moro perde pontos. A queda é modesta, mas significativa.
Mais de 70% dos paranaenses acreditam que Ratinho deve eleger seu sucessor, segundo as pesquisas. Isso significa que, independentemente de quem chegue ao segundo turno, o peso político do governador pode ser decisivo.
Por que não unificar desde o início?
Unificar agora pode sufocar novas lideranças e deixar Sergio Moro como o único nome de alto recall. Ao contrário, permitir que os governistas disputem entre si fortalece as bases, estimula o debate e amplia o engajamento popular.
União no segundo turno: o fator decisivo
Quando a escolha se afunilar, a força da união governista pode equilibrar a disputa com Moro, principalmente se conseguir atrair votos da esquerda e dos indecisos. Com isso, a vitória se torna viável.
A maturidade política como diferencial
“Fragmentar para crescer” é a lógica por trás dessa estratégia. Dar visibilidade às lideranças no primeiro turno, testando narrativas e conquistando públicos diversos, fortalece o processo democrático e prepara o campo governista para a união no segundo turno.
Se isso ocorrer, Ratinho Júnior consolida sua imagem como um articulador político maduro, que permite a escolha popular, sem imposições, e conduz com habilidade a sucessão de seu governo.



