Defesa nega que investigado seja foragido e afirma que acusações não correspondem à realidade

Advogadas dizem que não há mandado de prisão contra Alexsandro Batista Licio e pedem cautela diante de investigações iniciais

A repercussão em torno do caso envolvendo Alexsandro Batista Licio, apontado em denúncias recentes feitas por moradores de Pontal do Paraná, levou a defesa do investigado a divulgar uma Nota de Esclarecimento nesta semana. O documento questiona diretamente versões que circularam nas redes sociais e em grupos de mensagens, reforçando que as acusações não correspondem à realidade fática e que ainda não há elementos conclusivos sobre os novos fatos investigados.

Segundo a defesa, o nome de Alexsandro passou a ser associado a supostos crimes após denúncias iniciais envolvendo condutas inadequadas contra uma criança. A situação rapidamente tomou grandes proporções, gerando preocupação na comunidade e pressionando autoridades locais. No entanto, conforme as advogadas Catharine Barretto e Márcia Prado, responsáveis pela defesa, uma série de informações que ganharam espaço público não condizem com o momento processual do caso.

Defesa afirma que ele foi absolvido de condenações anteriores

Um ponto enfatizado no documento é que o investigado já foi absolvido de condenações anteriores, e que tais situações não podem ser usadas para reforçar julgamentos precipitados.

As advogadas afirmam que o passado judicial do investigado não guarda relação direta com os fatos atuais e que qualquer citação às antigas acusações “não corresponde com a realidade fática”, já que a Justiça já havia absolvido o réu.

Não há mandado de prisão e, portanto, não existe foragido, diz defesa

Outro trecho central da Nota rebate a ideia de que Alexsandro estaria fugindo da Justiça. De acordo com as profissionais, “NÃO HÁ qualquer mandado de prisão contra o investigado”, o que torna incorreta qualquer alegação de que ele seria foragido.

A defesa argumenta que as investigações ainda estão em fase prematura e que não há, até o momento, decisão judicial que determine prisão, afastamento obrigatório ou qualquer outra medida restritiva. Por isso, insistem que o uso do termo “foragido” é juridicamente inadequado.

Projetos de Capoeira afastaram o investigado

A nota também esclarece a situação envolvendo os projetos sociais Capoeirando e Guaiamu Capoeira, onde o investigado atuava. Segundo a defesa, as coordenadorias dos projetos optaram por afastá-lo, adotando postura de cautela enquanto as investigações seguem.

A medida, segundo as advogadas, visa proteger os alunos e demonstrar responsabilidade institucional até que as autoridades competentes esclareçam o caso.

Clima de tensão levou a excessos, segundo a defesa

Outro ponto forte do comunicado é o alerta sobre o comportamento de parte da população. As advogadas afirmam que algumas pessoas estariam cometendo excessos e até “uma pluralidade de crimes” ao agir contra o investigado sem respaldo legal.

Esse tipo de situação, dizem elas, prejudica o andamento das investigações, amplia o risco de injustiças e pode gerar novos processos — agora, contra quem promove ataques ou perseguições.

Advogadas reforçam respeito à imprensa e pedem serenidade

A defesa destaca que respeita o papel da imprensa e afirma estar à disposição das autoridades para colaborar com o que for necessário no curso da apuração. Contudo, considera prematuro conceder entrevistas ou declarações detalhadas, já que os fatos ainda não foram confirmados oficialmente.

O caso segue sob investigação das instituições competentes. Assim que novas informações forem disponibilizadas, o Montanha Talks atualizará a matéria.

📍 Fonte: Nota de Esclarecimento enviada pela defesa

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