Crítica de Roberto Requião contrasta com ciclo histórico de obras no Paraná sob Ratinho Junior

Ponte de Guaratuba, orlas revitalizadas, Hospital Regional e Verão Maior Paraná evidenciam novo tempo para o Litoral e para todo o Estado

Uma publicação recente do ex-governador Roberto Requião, criticando a obra de engorda da faixa de areia em Matinhos, reacendeu o debate político no Paraná. Ao classificar o investimento como desperdício de dinheiro público, Requião voltou a adotar um tom crítico que, para grande parte da população do Litoral e de outras regiões do Estado, não dialoga com a realidade vivida atualmente.

A repercussão foi imediata, sobretudo no Litoral do Paraná — região que por décadas conviveu com promessas não cumpridas, abandono estrutural e ausência de planejamento contínuo. Hoje, sob a gestão do governador Ratinho Junior, o cenário é outro: o Paraná vive o maior ciclo de investimentos estruturantes de sua história recente, com impactos que vão muito além de uma única obra ou de uma única região.

Ponte de Guaratuba: a espera de décadas que finalmente virou realidade

Durante mais de 40 anos, a travessia entre Guaratuba e Matinhos foi símbolo de gargalo logístico, filas quilométricas, prejuízo ao turismo e desgaste para moradores e visitantes. A ponte foi prometida por diferentes governos, mas nunca saiu do papel.

Na atual gestão, essa espera histórica se transformou em obra concreta. A Ponte de Guaratuba está em execução avançada e prevê:

  • Aproximadamente 1.240 metros de extensão

  • Quatro faixas de tráfego, duas por sentido

  • Ciclovia e espaço para pedestres

  • Investimento próximo de R$ 400 milhões

  • Previsão de entrega em 2026

A ponte não é uma obra apenas local. Ela beneficia todo o Paraná — da Região Metropolitana de Curitiba ao Interior, do Oeste ao Norte do Estado — que utiliza o Litoral como destino turístico, rota econômica e espaço de lazer. Trata-se de uma obra estrutural, que muda definitivamente a mobilidade, a economia e a integração regional.

Orlas e engordas: engenharia costeira, proteção ambiental e desenvolvimento urbano

A engorda da faixa de areia em Matinhos, alvo da crítica de Requião, integra um projeto técnico amplo de engenharia costeira, algo comum em cidades litorâneas no Brasil e no mundo.

O pacote de obras envolve:

  • Engorda da praia para proteção contra erosão e ressacas

  • Estruturas marítimas semirrígidas

  • Sistemas de macro e microdrenagem

  • Requalificação urbanística da orla

  • Recuperação ambiental e paisagismo

Ressacas e ajustes fazem parte do processo técnico desse tipo de intervenção e são previstos no planejamento. Reduzir toda essa obra a uma crítica superficial ignora o impacto positivo já sentido por moradores, comerciantes, trabalhadores do turismo e visitantes.

Hospital Regional de Matinhos: uma demanda histórica finalmente atendida

Outro marco estrutural da atual gestão é a construção do Hospital Regional Maria José Piana, em Matinhos. Durante décadas, o Litoral conviveu com a ausência de um hospital regional capaz de atender a população fixa e, principalmente, a explosão demográfica durante a temporada de verão.

O projeto prevê:

  • Investimento de R$ 67,7 milhões

  • Estrutura moderna com 90 leitos

  • Atendimento regionalizado

  • Redução da sobrecarga em unidades locais

  • Mais segurança para moradores e turistas

É uma obra socialmente estratégica, que nunca avançou em gestões anteriores e agora começa a sair do papel.

Verão Maior Paraná: a presença do Estado que mudou a lógica do Litoral

Além das grandes obras, outro símbolo claro da mudança de postura do Governo do Estado é o Verão Maior Paraná. O programa se consolidou como a maior política pública de valorização do Litoral já realizada.

Durante décadas, o verão era tratado apenas como um problema operacional. O Verão Maior transformou a temporada em estratégia de desenvolvimento regional, com:

  • Grandes shows nacionais gratuitos

  • Estrutura profissional de eventos

  • Reforço na segurança pública

  • Apoio direto à saúde e serviços essenciais

  • Incentivo ao turismo e à economia local

  • Presença constante do Governo do Estado nos municípios

O impacto é visível: hotéis, pousadas, restaurantes, ambulantes, comerciantes e prestadores de serviço operam com maior fluxo, previsibilidade e aumento real de renda. Mais do que entretenimento, o Verão Maior representa injeção direta de recursos na economia do Litoral.

Litoral do Paraná: onde a diferença é visível

A diferença entre discurso e entrega não está apenas nos números. Ela está no território.

Hoje, o Litoral vê:

  • A Ponte de Guaratuba em construção

  • Orlas recuperadas e requalificadas

  • Um hospital regional finalmente planejado

  • Uma política pública permanente para o verão

  • Presença efetiva do Estado ao longo do ano

Por muito tempo, o Litoral foi lembrado apenas em períodos eleitorais ou em situações emergenciais. Agora, passou a ser tratado como região estratégica para o desenvolvimento do Paraná.

E fora do Litoral? Um Paraná inteiro em obras

A gestão Ratinho Junior não se limita ao Litoral. O modelo adotado é de descentralização dos investimentos, alcançando todas as regiões do Estado:

  • Moegão e ampliação da capacidade logística do Porto de Paranaguá

  • Obras viárias no Norte, Oeste, Noroeste e Centro-Sul

  • Contornos urbanos, duplicações e recuperação de rodovias

  • Fortalecimento da logística do agronegócio e da indústria

O Paraná passou a ser reconhecido nacionalmente como um Estado organizado, com equilíbrio fiscal e capacidade de execução de grandes projetos.

O debate necessário: crítica responsável x realidade regional

A crítica política é legítima e necessária. Questionar obras públicas faz parte da democracia. No entanto, a crítica precisa ser responsável e dialogar com a realidade regional.

Ignorar obras em andamento, programas estruturados e resultados visíveis enfraquece o debate público. A população avalia gestão não apenas por discursos, mas por entregas concretas, impacto no dia a dia e melhoria real da qualidade de vida.

Dois legados, dois tempos históricos

Roberto Requião representa um ciclo político marcado por centralização, embates institucionais e forte retórica política. Ratinho Junior simboliza um novo tempo, baseado em planejamento, gestão técnica, diálogo institucional e execução de obras estruturantes.

A diferença entre os dois não está apenas na forma de falar sobre o Paraná — está na forma de governar.

Enquanto um aposta no confronto discursivo, o outro entrega resultados.
Enquanto um olha para o passado, o outro constrói o futuro.

No Litoral e no Interior, o Paraná vive hoje um tempo que, por décadas, foi apenas promessa.

É importante destacar que nenhuma gestão pública é perfeita. A administração do governador Ratinho Junior, como qualquer outra, possui falhas, desafios e pontos que precisam de ajustes — algo natural em um Estado com a dimensão e a complexidade do Paraná. No entanto, reconhecer essas falhas não diminui, nem apaga, o volume de entregas, obras estruturantes e a mudança concreta de postura do Estado em relação às suas regiões. O conjunto da obra mostra um Paraná que saiu do discurso e avançou na prática, com resultados visíveis para a população.

📍 Fonte: Montanha Talks

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