O sistema de saúde do Litoral do Paraná enfrenta um momento delicado. Após a recente alteração na Regulação do SAMU, que mudou a forma de coordenação dos atendimentos de urgência e emergência, surgiram relatos de demora, falhas na comunicação e instabilidade no serviço.
A situação gerou forte repercussão entre profissionais da área e moradores, que denunciam a falta de estrutura e a crescente insegurança no atendimento.
Mudança na Regulação do SAMU causa instabilidade
Desde que os municípios de Pontal do Paraná, Matinhos e Guaratuba aderiram a uma nova forma de regulação, o serviço do SAMU enfrenta críticas e questionamentos. Moradores relatam aumento no tempo de resposta e equipes sobrecarregadas.
De acordo com servidores, a ausência de uma central local de controle tem dificultado o gerenciamento das ocorrências, principalmente nas regiões mais afastadas.
Pontal do Paraná propõe saída do CISLIPA
Em meio à crise, o prefeito de Pontal do Paraná, Rudisney Gimenes Filho (Rudão), apresentou à Câmara Municipal o Projeto de Lei nº 103/2025, que autoriza o município a se desligar do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Litoral do Paraná (CISLIPA).
Segundo o texto, a proposta visa “racionalizar a gestão administrativa e financeira” da saúde pública local, buscando integrar Pontal a um outro consórcio considerado mais eficiente.
Fundamentação legal e justificativa
O documento cita respaldo na Lei Federal nº 11.107/2005, que regulamenta os consórcios públicos, e no Decreto nº 6.017/2007.
Na justificativa, a Prefeitura afirma que a saída permitirá melhor uso dos recursos públicos e maior autonomia técnica na gestão da saúde, evitando sobreposição de gastos e otimizando o atendimento aos pacientes.
Dúvidas e preocupação com a transição
Apesar das explicações oficiais, vereadores e especialistas da área manifestaram preocupação com a possível ruptura. A falta de clareza sobre o novo modelo de gestão e o impacto imediato no atendimento à população levantam dúvidas sobre a viabilidade da medida.
Parlamentares locais afirmam que a proposta exige análise cautelosa para evitar que a crise se agrave.
População cobra transparência e soluções
Enquanto o debate político avança, a população segue enfrentando as consequências da instabilidade. Pacientes relatam dificuldade para conseguir atendimento e pedem que o diálogo entre os sete municípios do Litoral seja retomado.
Há quem defenda que a Regulação do SAMU volte a ser centralizada no Litoral, devolvendo autonomia e agilidade ao sistema.
Fonte: QAP LITORAL NOTÍCIAS



