Iniciativa busca transformar a memória da banda em um “jardim vivo” em Guarulhos
Quase três décadas após o acidente aéreo que tirou a vida dos integrantes do grupo Mamonas Assassinas, os restos mortais dos cinco músicos foram exumados em Guarulhos (SP) como parte de um projeto de homenagem que une memória afetiva e preservação ambiental.
A ação ocorreu no Cemitério Parque das Primaveras, onde os integrantes foram sepultados após a tragédia de 2 de março de 1996, episódio que chocou o Brasil e interrompeu a trajetória meteórica da banda no auge do sucesso nacional.
Projeto transforma cinzas em vida
A exumação foi autorizada pelas famílias de Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Sérgio Reoli e Júlio Rasec e tem como objetivo a cremação parcial dos restos mortais. As cinzas serão utilizadas simbolicamente como adubo para o plantio de cinco árvores nativas, cada uma representando um integrante do grupo.
O espaço receberá o nome de Jardim BioParque Memorial Mamonas e será implantado em parceria com o BioParque Cemitério de Guarulhos. A proposta é criar um ambiente permanente de homenagem, combinando memória, sustentabilidade e continuidade da vida.
Memorial aberto ao público
O memorial será aberto ao público, permitindo que fãs visitem o local e mantenham viva a lembrança de um dos maiores fenômenos da música brasileira dos anos 1990.
Além do plantio das árvores, o projeto prevê elementos informativos sobre a história da banda, criando um espaço de reflexão e celebração da trajetória dos Mamonas Assassinas.
Tragédia que marcou o país
Formado em Guarulhos, o grupo conquistou o Brasil com seu estilo irreverente e letras bem-humoradas, alcançando enorme popularidade em curto espaço de tempo. A carreira foi interrompida de forma abrupta quando o jatinho que transportava a banda colidiu contra a Serra da Cantareira, vitimando todos os integrantes e membros da equipe.
A nova homenagem busca transformar a dor da perda em um símbolo de permanência e respeito à memória do grupo que marcou uma geração.
Fonte: Caras



