A sessão da última segunda-feira (19) na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) foi marcada por tensão e troca de acusações. O deputado estadual Renato Freitas (PT) subiu à tribuna e, de forma agressiva, acusou o governador do Estado, Ratinho Junior, de ser “assassino e corrupto”. A declaração causou imediata comoção entre os parlamentares da base governista, que se levantaram em defesa do chefe do Executivo estadual.
O clima esquentou ainda mais quando o líder do governo na Assembleia, deputado Hussein Bakri (PSD), protagonizou um intenso embate verbal com Freitas, com direito a troca de “elogios” nada parlamentares, levando a sessão ao auge da tensão.
Diante do episódio, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Alexandre Curi (PSD), se pronunciou na tarde de ontem, deixando claro que não aceitará esse tipo de comportamento no parlamento. Segundo Curi, o caso será imediatamente encaminhado ao Conselho de Ética da Casa, nos mesmos moldes do que ocorreu recentemente com o deputado Ricardo Arruda, que responde a processo por declarações consideradas agressivas contra o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
O cenário, no entanto, aponta que a situação de Renato Freitas é ainda mais delicada. Isso porque o deputado já enfrentou um processo de cassação desgastante no passado, quando se envolveu em polêmicas com o então presidente da Câmara Municipal de Curitiba, Traiano. À época, Freitas chamou Traiano de corrupto, justamente após vir à tona o acordo de não persecução penal firmado pelo ex-presidente com o Ministério Público, no qual ele reconheceu o dano ao erário público relacionado ao pagamento irregular de diárias durante sua gestão na Câmara de Curitiba.
Diante desse novo episódio, fica o questionamento: qual é o limite da liberdade de expressão dentro de uma Casa Legislativa? O que a população espera dos deputados estaduais são debates firmes, sim, mas que estejam pautados no desenvolvimento do Paraná. O parlamento não pode ser palco de discursos de ódio, de extremismos ou de ataques pessoais, seja de qualquer lado do espectro político.
O Paraná exige seriedade. Chega de endeusar políticos. Chega de discursos vazios. O povo quer trabalho, resultados e respeito. E podem ter certeza: estamos de olho.



