Um documento protocolado oficialmente na Câmara Municipal de Matinhos pode mudar completamente o cenário político da cidade — e o desfecho pode começar a ser definido já nesta segunda-feira, 30 de março de 2026, quando a denúncia será levada ao plenário para votação.
Trata-se de uma representação formal com pedido de cassação de mandato contra a vereadora Hirman Ramos Eiglmeier Ferreira, conhecida como Hirman da Saúde, com base em denúncias de um suposto esquema de “rachadinha”.
De acordo com o documento, apresentado por um cidadão do município, há indícios de exigência de repasse de valores por parte de assessores parlamentares, prática que, se comprovada, configura grave violação à moralidade pública e quebra de decoro parlamentar.
Denúncia aponta circulação de dinheiro e uso do cargo para benefício próprio
A representação descreve que a parlamentar teria exigido a devolução de parte dos salários e diárias recebidas por assessores, configurando, em tese, vantagem indevida obtida através do cargo público.
Segundo o texto, existem indícios de movimentações financeiras entre contas de servidores e da própria vereadora, o que reforçaria a suspeita de um esquema estruturado dentro do gabinete.
Esse tipo de prática, conhecida como “rachadinha”, já foi alvo de diversas investigações no país e é considerada uma das formas mais graves de desvio de recursos públicos no âmbito legislativo.
Polícia Civil já investiga o caso
O documento também se conecta diretamente com investigações já em andamento pela Polícia Civil do Paraná, que apura possíveis irregularidades envolvendo o Legislativo de Matinhos.
Conforme informações reunidas na investigação, há indícios de que assessores seriam obrigados a repassar parte de seus ganhos à parlamentar, incluindo valores de diárias e salários.
Mandados de busca e apreensão já foram cumpridos no gabinete e na residência da vereadora, e materiais recolhidos estão sendo analisados pelas autoridades.
Votação desta segunda pode definir abertura do processo
A sessão desta segunda-feira (30) será decisiva. Os vereadores irão votar se aceitam ou não a denúncia.
Caso seja aprovada, será instaurado um processo de cassação, que seguirá um rito legal com:
- Leitura e admissibilidade da denúncia
- Formação de Comissão Processante
- Prazo para defesa da vereadora
- Produção de provas e oitivas
- Julgamento final com necessidade de 2/3 dos votos dos vereadores
Se condenada, a vereadora poderá perder o mandato por meio de decreto legislativo.
Pedido formal exige abertura imediata do processo
Entre os pedidos apresentados no documento estão:
- Recebimento e leitura da denúncia em sessão
- Abertura do processo de cassação
- Criação imediata de comissão processante
- Julgamento ao final com possível perda do mandato
A denúncia foi protocolada no dia 26 de março de 2026 e agora entra em sua fase mais sensível: a decisão política dentro do plenário.
Clima de tensão na Câmara e expectativa da população
A votação promete gerar forte repercussão política e mobilizar a população de Matinhos. O caso coloca em evidência temas como transparência, ética e responsabilidade no uso do dinheiro público.
A decisão dos vereadores nesta segunda pode definir se a denúncia será arquivada ou se abrirá caminho para um dos processos mais impactantes da história recente do Legislativo municipal.
📍 Fonte: Documento protocolado na Câmara Municipal de Matinhos + informações da Polícia Civil do Paraná



