Pedido de cassação contra vereadora Hirman avança na Câmara de Matinhos

Parecer jurídico aponta que denúncia cumpre requisitos e pode levar à abertura de Comissão Processante

A Câmara Municipal de Matinhos deu mais um passo em um caso que pode ter grande repercussão política no município. Um parecer jurídico analisou o pedido de cassação da vereadora Hirman Ramos E. Ferreira e concluiu que a denúncia preenche os requisitos formais necessários para tramitação.

O documento, elaborado pela assessoria jurídica da Casa, trata de uma denúncia apresentada por um cidadão, que acusa a parlamentar de quebra de decoro parlamentar, com base em possíveis infrações político-administrativas.

Segundo o relatório, a denúncia tem como fundamento fatos relacionados à chamada “Operação Oculta”, conduzida pela Polícia Civil, que realizou diligências, incluindo buscas e apreensões no gabinete e na residência da vereadora.

O denunciante solicitou formalmente a abertura de uma Comissão Processante, mecanismo previsto no regimento interno da Câmara e na Lei Orgânica do Município para apurar possíveis irregularidades cometidas por vereadores.

Requisitos legais foram atendidos, aponta parecer

De acordo com a análise jurídica, a denúncia atende aos critérios exigidos pela legislação, como:

  • Apresentação por eleitor do município
  • Descrição clara dos fatos
  • Indicação de provas ou indícios

O parecer destaca ainda que, mesmo sendo baseados em reportagens e informações preliminares, os elementos apresentados são suficientes para dar início a uma apuração interna, desde que garantidos o contraditório e a ampla defesa.

Outro ponto importante ressaltado é que, neste momento, não há julgamento de culpa, mas apenas a verificação de que a denúncia pode tramitar dentro da legalidade.

Decisão agora depende dos vereadores

Com o parecer favorável à admissibilidade, o próximo passo será a análise em plenário. Para que a investigação seja aberta oficialmente, será necessário o voto favorável de 2/3 dos vereadores da Câmara de Matinhos.

Caso o pedido seja aprovado, será formada uma Comissão Processante composta por três vereadores, que terão a responsabilidade de conduzir a investigação e apresentar um relatório final.

Possível cassação ainda depende de todo o processo

A abertura da comissão não significa cassação automática. O processo ainda envolve:

  • Fase de investigação
  • Direito de defesa da vereadora
  • Relatório final
  • Nova votação em plenário

Somente após todas essas etapas é que poderá haver uma decisão definitiva sobre o mandato.

O caso reacende o debate sobre transparência, responsabilidade e conduta no Legislativo municipal, e deve movimentar o cenário político de Matinhos nos próximos dias.

📍 Fonte: Câmara Municipal de Matinhos

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