O prefeito Rudão Gimenes (MDB) enfrenta um processo de cassação que tem origem em denúncias de abuso de poder econômico e captação ilícita de sufrágio durante o pleito municipal de 2024. Segundo o relatório do Ministério Público Eleitoral do Paraná (MPE-PR) e a decisão da Justiça Eleitoral de Matinhos, Gimenes teria distribuído canos de PVC, alimentos, bebidas e promovido churrasco comunitário no Balneário Olho d’Água — ações que configuram vantagem indevida em troca de votos.
Em junho de 2025, a Justiça Eleitoral de Matinhos determinou a cassação dos diplomas de Rudão e da vice-prefeita, bem como inelegibilidade por oito anos, decisão que segue em recurso.
Na tarde desta segunda-feira (3/11), o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) iniciou o julgamento do recurso contra a cassação, porém a votação foi interrompida após dois votos contrários à cassação e o pedido de vista de um dos magistrados. O processo foi então adiado para 17 de novembro.
Durante o processo, o prefeito viajou ao exterior após pedir autorização à Câmara Municipal, sem detalhar o país de destino, o que provocou questionamentos sobre transparência e conduta administrativa.
Se o TRE confirmar a cassação, Rudão e a vice-prefeita deixarão os cargos imediatamente e a presidência da Câmara Municipal assumirá interinamente a gestão de Pontal do Paraná até nova eleição. Enquanto o recurso estiver em trâmite com efeito suspensivo, o prefeito permanece no cargo.
📍 Fonte: MPE-PR / Justiça Eleitoral de Matinhos / TRE-PR



