Câmara de Matinhos mantém área isolada após encontro de câmera oculta; servidor continua desaparecido

Setor administrativo segue interditado enquanto investigação segue em sigilo e buscas por servidor desaparecido continuam intensas

A Câmara Municipal de Matinhos decidiu manter em isolamento o setor administrativo após a descoberta de uma câmera escondida no banheiro feminino, detectada por uma funcionária da Casa de Leis. A instalação irregular foi percebida em um interruptor de luz e imediatamente levou à interdição da área e à abertura de investigação pela Polícia Civil do Paraná (PCPR). Até agora, o caso segue sob sigilo policial.

Foto: JB Litoral
  • Interdição, investigação e ambiente de tensão

De acordo com o presidente da Câmara, Jair de Borba Rosa (PL) — conhecido como Jair Pescador —, as servidoras foram dispensadas temporariamente do trabalho presencial e seguem atuando de forma remota enquanto aguardam segurança e respostas concretas sobre os responsáveis pelo ato.

> “Lacram-se os acessos à área afetada para proteger as funcionárias e preservar integridade da perícia”, explicou o vereador — que classificou o ato como uma grosseira invasão de privacidade.

O espaço administrativo permanece trancado, e ainda não há previsão para o retorno das atividades presenciais, tampouco sobre a data de uma eventual varredura em busca de outros equipamentos.

  • Servidor desaparecido no meio da investigação

Somando-se ao clima de preocupação, o servidor Andrei Felipe da Silva Lopes, de 43 anos — efetivado no setor de Recursos Humanos desde dezembro de 2004 — está desaparecido desde que deveria ter retornado de suas férias, dia 4 de agosto. A família registrou o caso, e buscas foram realizadas com apoio do Corpo de Bombeiros e do Grupo de Operações de Socorro Tático (GOST), sem sucesso até o momento.

Ao comentar o ocorrido, o presidente Jair Pescador afirmou que, apesar das suspeitas levantadas pela coincidência dos eventos, não houve confirmação de conexão entre o desaparecimento do servidor e a câmera escondida.

O caso permanece em investigação rigorosa pela PCPR. A comunidade aguarda desfechos que tragam transparência e responsabilização, enquanto a administração da Câmara busca restabelecer o ambiente de trabalho com segurança e normalidade.

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