O ministro Luís Roberto Barroso anunciou oficialmente sua aposentadoria antecipada do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (9), surpreendendo o meio político e jurídico. A decisão abre mais uma vaga para indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que já havia nomeado dois ministros durante o atual mandato.
Barroso, de 67 anos, afirmou que deixa o cargo por decisão pessoal e que pretende se dedicar a novos projetos fora da magistratura. Em pronunciamento, o ministro declarou que sente ter “cumprido seu papel na Corte” e que “é hora de seguir novos rumos”.
Trajetória e contexto político
Nomeado em 2013 pela então presidente Dilma Rousseff, Barroso ganhou destaque por sua atuação em pautas de direitos civis, meio ambiente e defesa da democracia. Foi um dos ministros mais ativos durante o enfrentamento à pandemia e chegou à presidência do STF em 2023.
Sua saída, porém, acontece em um momento de alta tensão institucional. Com isso, Lula poderá fazer sua terceira indicação ao Supremo, o que deve consolidar ainda mais sua influência na composição da Corte. O novo indicado passará por sabatina no Senado, como prevê a Constituição.
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Especulações sobre o sucessor
Fontes em Brasília indicam que Lula deve optar por um nome de perfil jurídico moderado, mas alinhado aos princípios de “justiça social e defesa da democracia”. Entre os cotados estão ministros do STJ e juristas próximos ao Planalto.
A saída de Barroso ocorre antes da idade de aposentadoria compulsória (75 anos), o que causou surpresa no meio jurídico. Apesar disso, o ministro negou qualquer motivação política ou pressões externas, afirmando que a decisão é “pessoal e amadurecida”.
O STF ainda não informou a data exata em que a aposentadoria será efetivada.
📍 Fontes: G1, Agência Brasil, Reuters, CNN Brasil



