Após a live realizada pelo Montanha Talks na noite de segunda-feira (25), o assunto envolvendo a demolição da banca de peixes no Balneário Betaras ganhou ainda mais repercussão em Matinhos.
Durante a transmissão, comentamos sobre a conversa que nossa equipe teve pessoalmente com Fábio Moreira, filho do senhor Moreira, proprietário da banca demolida recentemente pela Prefeitura de Matinhos.
Segundo Fábio, o pedido para que o Talks fosse até o local aconteceu justamente para que a população pudesse compreender melhor o outro lado da história e entender o impacto emocional vivido pela família.
Ao chegar no local e ouvir toda a situação, ficou evidente o sentimento de tristeza vivido pela família. A banca demolida carregava anos de história ligados à pesca artesanal, tradição familiar e ao próprio cotidiano da comunidade local. Para muitas pessoas, estruturas como aquela não representam apenas madeira e telhado, mas sim memórias, trabalho e sobrevivência de famílias que cresceram ligadas ao mar.
Apesar disso, após a longa conversa e análise dos documentos e informações apresentados ao longo dos últimos dias, chegamos ao entendimento de que, juridicamente e administrativamente, a demolição seguiu os ritos considerados legais dentro do processo conduzido pelos órgãos responsáveis.
Porém, um outro assunto acabou ganhando destaque após a live: a situação da própria banca utilizada atualmente por Fábio Moreira.
Fábio também é pescador profissional, possui carteirinha de pesca e mantém há cerca de 30 anos uma banca localizada no Balneário Betaras. Segundo ele, a grande dificuldade enfrentada atualmente é a insegurança sobre o futuro da estrutura e a dificuldade para conseguir condições básicas de funcionamento.
Durante a conversa pessoalmente com o Montanha Talks, Fábio afirmou não conseguir entender a situação envolvendo água e energia elétrica nas bancas da região. Segundo ele, existem estruturas em condições semelhantes que aparentemente possuem acesso à água e luz, enquanto outras seguem sem esse tipo de regularização. Além disso, relatou o temor de que sua própria banca também possa acabar sendo demolida futuramente.
A repercussão da transmissão foi tão grande que, segundo o Talks, Thais — filha do vereador Jair Pescador — entrou em contato para esclarecer alguns pontos relacionados à situação das bancas dos pescadores instaladas na faixa de praia.
Segundo as informações repassadas ao Montanha Talks, a situação das bancas localizadas diretamente na orla dos balneários Betaras e Gaivotas já estaria sendo discutida há algum tempo e existiria entendimento de que todas as estruturas atualmente instaladas naquela área deverão ser removidas futuramente.
Ainda segundo Thais, já estaria sendo estudada uma possível realocação das bancas para outro terreno, que seria dividido entre os atuais pescadores e proprietários das estruturas.
Ela também esclareceu que a situação da energia elétrica mencionada durante a live envolve um poste instalado há mais de 40 anos no local e que, segundo ela, até hoje não existe regularização definitiva da situação elétrica das bancas.
Outro ponto destacado foi que tanto ela quanto o vereador Jair Pescador estariam auxiliando Fábio Moreira nas conversas e encaminhamentos relacionados ao caso. Segundo Thais, inclusive, ela própria teria ajudado na elaboração do documento protocolado junto à Prefeitura de Matinhos e mantém contato frequente com Fábio sobre o andamento da situação.
Apesar disso, ela reconhece que a solução não deve acontecer rapidamente. Ainda assim, afirmou acreditar que o problema possa avançar para uma solução ainda este ano.
Por fim, também foi feito um pedido de paciência aos moradores próximos das bancas que realizaram denúncias e reclamações ao longo dos últimos meses. Segundo as informações repassadas ao Talks, a situação já estaria sendo encaminhada pelos órgãos responsáveis e a retirada das estruturas existentes seria apenas uma questão de tempo.
O caso reacende um debate importante em Matinhos: como equilibrar preservação ambiental, ordenamento da orla e fiscalização pública sem apagar a história e a tradição das famílias que há décadas vivem da pesca artesanal no litoral.
📍 Fonte: Montanha Talks



