A Polícia Civil do Paraná, por meio do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (NUCRIA) de Cascavel, concluiu a investigação e indiciou um homem de 42 anos pelo crime de estupro de vulnerável. O indiciado trabalhava como artista de rua, desempenhando a função de palhaço, o que levou as autoridades a emitirem um alerta sobre o contato frequente com o público infanto-juvenil.
O nome do suspeito não foi divulgado, mas, segundo a investigação, os abusos teriam começado em 2016, quando a vítima tinha entre cinco e seis anos de idade. A Polícia Civil apontou que o suspeito se aproveitava da relação de amizade e confiança com a família para ficar a sós com a criança, usando o pretexto de convidá-la para assistir a desenhos animados para cometer os crimes.
O caso só veio à tona em 2023, quando a vítima, já com 11 anos, conseguiu relatar os fatos à mãe. Especialistas ouvidos durante as investigações explicam que é comum que casos de abuso demorem a ser denunciados, especialmente quando o autor é alguém em quem a criança confia. A vítima apresentou sequelas emocionais graves ao longo dos anos, incluindo episódios de comportamento agressivo e automutilação.
Histórico e outros registros
Durante a apuração, a Polícia Civil também verificou que o homem já possuía outros registros na polícia. Em 2022, ele foi alvo de denúncia similar envolvendo outra criança, com o mesmo modo de agir, e já responde a um processo judicial que tramita em segredo de justiça.
Em defesa, o investigado alegou que as acusações teriam motivação política, afirmação que foi rejeitada pelas autoridades, que consideraram o relato da vítima coerente e espontâneo.
A ênfase na profissão de palhaço foi divulgada pela polícia como forma de alertar pais e responsáveis sobre possíveis riscos de exposição de crianças a pessoas com essa função em ambientes públicos, dada a frequência desse contato com menores. O caso agora segue para análise pelo Poder Judiciário.
Fonte: Portal Nosso Dia



