Acidente na Avenida JK de Matinhos escancara falhas de segurança após obra de duplicação

Carro invade residência após perder o controle em trecho com desnível de quase dois metros; moradores já alertavam para o risco

Era quase meia-noite quando Ester Moreira e seu marido, Valdemar, já estavam deitados em casa, quando um estrondo extremamente forte rompeu o silêncio da noite. Assustados, o casal foi até a frente da residência e se deparou com uma cena aterrorizante: um carro havia invadido e destruído parte da frente da casa.

O veículo perdeu o controle e foi literalmente lançado em direção ao imóvel, consequência direta do desnível criado após a duplicação da Avenida Juscelino Kubitschek (JK). No trecho próximo à última rotatória da obra, a diferença de altura entre a nova pista e as casas e comércios chega a quase dois metros, sem qualquer tipo de proteção adequada.

O acidente, apesar de chocante, não surpreendeu os moradores da região. Segundo relatos, alertas já haviam sido feitos durante a execução da obra, apontando o risco iminente de acidentes graves naquele ponto da avenida.

A JK é uma via que tende a receber fluxo cada vez maior de veículos, especialmente com a futura construção da ponte, o que torna ainda mais preocupante a existência de um desnível tão acentuado sem barreiras de contenção, como guard rails ou estruturas similares, principalmente em áreas residenciais.

Procurada pelo Montanha Talks, Ester Moreira relatou que, ainda durante a obra, moradores e comerciantes solicitaram a instalação de meio-fios elevados e guard rails, justamente para evitar que veículos desgovernados avançassem sobre casas e estabelecimentos. Segundo ela, se essas proteções estivessem instaladas, o acidente poderia ter sido completamente evitado.

O acidente foi causado por uma motorista supostamente embriagada, que perdeu o controle do veículo e acabou invadindo a residência, causando prejuízos materiais significativos e danos psicológicos profundos à família.

A Polícia esteve no local, isolou a área e conduziu a motorista responsável à Delegacia para prestar esclarecimentos sobre as circunstâncias do acidente.

Abalada, Ester afirmou que não tem mais coragem de dormir na própria casa, com medo de que um novo acidente semelhante volte a acontecer.

Diante da gravidade da situação, surgem questionamentos inevitáveis:
o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) ouviu os moradores durante a obra?
As medidas de segurança foram devidamente previstas e executadas?

 

VEJAM O VÍDEO DO LOCAL:

Os moradores garantem que irão se mobilizar e “fazer barulho” até que providências concretas sejam tomadas para garantir a segurança no local. O Montanha Talks seguirá acompanhando o caso de perto, cobrando respostas e ações efetivas.

📍 Fonte: Montanha Talks

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